Verbo ouvir


04/12/2008


Ser grunge é ser Alice In Chains

Viver, sentir, tocar, beber, aproveitar a vida. Essa é a realidade da vida de muitos Rockstars. Porém, algumas sensações boas acabam quando o prazer por tocar não mais existe, restando somente a obrigação por cumprir os rigorosos contratos milionários. Mas depois de algum tempo na pindura (por falta de dinheiro ou mulheres, ou os dois), vemos algumas bandas tentarem retornar ao posto que um dia tenha sido delas. Algumas fracassam na tentativa, outras conseguem com êxito.

Bom, podemos citar alguns exemplos pra deixar na cara a idéia deste texto. De algum tempo pra cá, vimos algumas bandas consagradas se reunirem apenas para shows ou lançar novos álbuns. O Van Halen recontratou seu principal ex-vocalista, o David Lee Roth, depois que ele passou pelo Brasil, em 2006, tocando no finado festival Live N´ Louder. Não chegaram a lançar nada com material inédito. Também vimos o Black Sabbath voltar aos palcos, mas com o nome de Heaven And Hell, com o excepcional vocalista Ronnie James Dio. Também houve o retorno do Rage Against The Machine, em 2007, e que estão preparando um novo álbum para 2009. E para não alongar demais este parágrafo, vamos citar só mais um exemplo: o Queen, com Paul Rogers nos vocais.

 

Tive a oportunidade de conferir alguns vídeos do Queen com Paul Rogers pelo Youtube, e posso dizer que a banda está entrosada, e Rogers executando muito bem as músicas consagradas na voz de Freddie Mercury. Não poderíamos também deixar de comentar o ´´retorno´´ do Led Zeppelin, no único show até então, ocorrido em dezembro de 2007 no 02 Arena, em Londres, e o renascer das cinzas do Guns N´ Roses, que finalmente lança o esperado Chinese Democracy (poderia ser Hypocrizy), porém, este merece algum comentário mais tarde, até porque ainda não tive coragem de ouví-lo inteiro.

 

Bom, mas a vontade de escrever este texto nasceu quando vi na internet uma informação divulgada nas últimas semanas. O Alice In Chains está se preparando para gravar um novo álbum de inéditas, com um novo vocalista. Legal.

 

Há algum tempo eles estão se apresentando com William Duvall nos vocais. Talvez até hoje a melhor escolha feita pela banda desde que Layne Stanley foi encontrado morto vítima de overdose de heroína, em 2002, e após vários shows com algumas figurinhas carimbadas do heavy metal, como Phil Anselmo (Pantera, Down, Superjoint Ritual) e James Hetfield (Metallica), além do próprio Jerry Cantrell, guitarrista da banda. É lógico que Mr. Drunked Hetfield não deixaria o Metallica, por questões óbvias.

 

O Alice In Chains é uma das bandas que mais resume aquela atitude jovem e despojada, vivida no início dos anos 90, na explosão do grunge. Suas músicas transmitem uma certa ânsia por se revoltar e quebrar as regras; resume o espírito jovem da época.

 

Infelizmente Layne morreu, no início de uma década que ainda não tinha um rumo certo para o rock. Representaram um dos maiores momentos de toda a história deste gênero, porém bem curto. Juntamente com algumas outras bandas como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, Mudhoney, conseguiram desviar a atenção daqueles que idolatravam o thrash e o hard rock.

 

Eu sempre digo que nasci na época errada, por não ter sido adolescente durante o começo da década de 90, pra vivenciar tudo isso. Fico muito feliz que uma das bandas que mais me influenciaram como músico e pessoa esteja voltando com tudo, renovados, e com vontade de produzir boa música novamente. 2009 já está aí, vamos esperar.

 

 

A banda em estúdio:

 

 

E um clássico pra quem gosta da banda em seus tempos dourados

 

Escrito por Renato Holanda às 15h00
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28/11/2008


O texto mais sem graça que já fiz

´´Leavin´ this morning, I had to go ride the blinds´´. As palavras de Eric Clapton são perfeitas pra denotar um sentimento que persegue os recém ´´disponíveis ao mercado´´, ou desempregados para os mais realistas. Sair por aí, sem rumo, seria algo legal, mas de repente, nada proveitoso, ou não.

Só sei que no momento quero fazer algo prazeroso, como beber e dormir. Ganhar dinheiro assim seria muito bom, também. Mas no momento não me sinto nada empolgado com esse mercado todo complicado, que faz alguns se sujeitarem à situações vergonhosas. Tá difícil até de pensar num tema bom pra atualizar o blog.

Ganhar dinheiro com algo prazeroso é algo para poucos, mesmo. Vamos debater esta situação: um jogador de futebol ´´consagrado´´ ganha pra correr durante uma hora e meia, e muitas vezes, pra fazer cagadas. Um piloto de fórmula 1 idem. Um político ganha dinheiro pra roubar mais dinheiro; Rick Bonadio pra lançar mais bandas de emocore na mídia brasileira; Angus Young continua faturando milhões fazendo seus excelentes solos agudos e com aquela bermuda velha; o Schwarzenegger ganha pra explodir até sua própria mãe, como no Comando para Matar, de 1985, e a Scarlett Johansson ganha aquilo tudo só pra estar ali. Mas ela merece, né? Não precisaria nem falar em cena.

O jeito é ser desempregado, ou alguém disponível ao mercado, mas fazendo o que gosta. Atualmente estou voltando a tocar guitarra mais de uma hora por dia, e lendo coisas interessantes como ´´A turma da Mônica´´ (não, não é a Mônica Mattos). Mas quem sabe a fada do emprego não me visite e venha oferecer algo em troca de um bom salário. Se isso acontecer eu juro que escrevo como aprendi na faculdade.

Escrever sobre o nada é até divertido. Com certeza não foi pra quem leu. Acabaram de perder trinta segundos de uma vida curta. Falow, abraço.

Escrito por Renato Holanda às 03h15
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13/11/2008


Mais macho que muito macho

Pois é. Estamos aqui, mais uma vez, pra contrariar as expectativas, e ser taxado como idiota ou bêbado. Mas a questão é: o que faz uma pessoa fazer papel de trouxa ao extremo? Sujeitando-se a fazer papel de burro ou baitola. Que coisa feia, meus amigos!!!

Desde que entrei na faculdade eu me pergunto: ´´existem muitos homosexuais nessa cidade, não é?´´ Eu saí do interior, de uma terra desconhecida e desbravada por gente que usa peixeira no cinto, e não estava acostumado com tanta baitolagem. Hoje, terminando o curso de jornalismo, eu posso perceber que a mentalidade das pessoas mudou, pra pior. Tudo parece normal. Mas que porra é essa?

Já explico. Cá estava eu, ouvindo música, especificamente a banda Queen. Clássico. Mas aí veio a mosca encher o saco na mente. O Freddie era muito menos viado do que a maioria dos viados de hoje em dia. A classe operária dos homesexuais vulgarizou o ideal de apenas ser baitola. Hoje os caras querem ser meninas mesmo, fazer maquiagem, contar ´´bafos´´, e pra não falar besteira, abrir o porta-malas pra galera.

Bom, esse é um texto zuado mesmo, sem maior aprofundamento. Até porque a profundidade não combina com questões heterosexuais. Nenhum preconceito com a galera afeminada, mas pra que tanta viadagem? Se fossem todos como o Freddie, as coisas seriam muito mais tranqüilas, ou como o Seu Pirú, seriam engraçadas.

Escrito por Renato Holanda às 02h12
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09/10/2008


FODEU!!!

Hoje não tem introduçãozinha bonita. O texto será curto e grosso, coisa de Macho. A parada é a seguinte: saiu na porra da internet (Orkut) que este recurso que usamos para (quase) TUDO na vida irá acabar. A informação veio de um babaca que postou no próprio (quase) finado Orkut. Copiem e colem o link abaixo no vosso navegador porquê não fui esperto o bastante pra transformar em link. Ta aí:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=990470&tid=5254824888193790568&na=4&nst=1&nid=990470-5254824888193790568-5254827551077901293

Pois então, como vocês devem ter lido, a informação foi supostamente publicada no site da Folha de S.Paulo, e confesso que assim como os membros da comunidade, também não achei nada sobre. Mas pô, e se essa merda for verdade? Cara, estamos falando de algo tão sério que seria quase que o fim do mundo!!! Essa merda já faz parte de nossas vidas, e citarei exemplos.

Quem não usa essa merda pra baixar música nas zilhões de comunidades de download? E de filmes? Maluco, a parada e séria. Eu, por exemplo, tenho contatos profissionais nessa bagaça, comunidades de discussões sobre jornalismo e outras paradas, e agora vai acabar assim do nada?

Como consumidor dos serviços Google, espero que o Mr. Google me envie um e-mail me explicando isso, se é que a informação é verdadeira, né. A parada é que eu preciso dessa porra assim como preciso de um prato de comida. Onde conseguir os links pra download? Onde achar amigos? Caralho, ninguém mais lê e-mail, nem porra nenhuma, é só scrap. Nêgo deve tá pensando: ´´FODEU!!!!´´ E fodeu mesmo, mermão.

Eu exijo ser indenizado caso a Google decrete o fim do Orkut, pois minha mina já tretou várias vezes comigo por conta das visitas femininas que tenho nessa merda. Já engoli muito sapo por isso. Espero realmente que essa merda não acabe. Fiquem atentos, pois o fim do mundo se aproxima. Já pensou se o YouTube também vai pro saco? Pensem!!!

Escrito por Renato Holanda às 18h16
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07/10/2008


Depois de muito tempo sem atualizar a página, volto a escrever para este que continuará com o mesmo propósito: música e loucuras. Em breve mais textos.

Escrito por Renato Holanda às 02h40
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02/10/2007


Agora é pra valer

Como já publicado anteriormente por este blog, o Led Zeppelin já se prepara para o grande show que fará na reunião marcada para 26 de novembro, em Londres. Ingressos serão vendidos à preços altos se o show fosse no Brasil, mas que nada se aproximará do verdadeiro valor de ver o que promete ser o último show da banda. Os felizardos que irão assistir à grande apresentação serão literalmente premiados, já que para adquirir o ingresso, os fãs precisarão primeiramente, serem sorteados. Certa de 20 milhões de pessoas já se inscreveram pela Internet para concorrerem à 20 mil ingressos, e as informações, em inglês, podem ser conferidas neste link.

 

O que entristece os fãs de todo o mundo é a mais recente informação, publicada pelo site Whiplash!, de que será um único e provável último show. Robert Plant, vocalista, afirma que está velho e já se sente com idade de se aposentar.

 

A nós brasileiros, nos resta ouvir os grandes álbuns estocados em nossas coleções dentro de casa ou aproveitar o que a Internet proporciona; a interatividade.

 

Escrito por Renato Holanda às 20h46
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Despertando nostalgia

O filme Stand by me é considerado um clássico do cinema da década de 80. Dirigido por Rob Reiner (Louca obsessão, O anjo da guarda), o filme foi produzido sob roteiro adaptado do escritor Stephen King, com o livro Outono da inocência – O corpo, escritor que mais teve livros adaptados ao cinema, como O Iluminado e A espera de um Milagre.

 

Conta Comigo, como é conhecido na versão brasileira, estreou no ano de 1986, pela Columbia Pictures. Gênero de aventura, o longa tem 87 minutos de duração. Fazem parte do elenco renomados atores como Richard Dreyfuss (1975 em Tubarão, 2006 em Poseidon), Corey Feldman (Tartarugas Ninja, Goonies, Gremlins), River Phoenix (Indiana Jones e a última cruzada, Garotos de programa) e o astro da série 24 horas, Kiefer Sutherland (Garotos Perdidos). Também compõem o cast do filme Wil Wheaton, Jerry O'Connell, Casey Siemaszko, Gary Riley, Bradley Gregg, Jason Oliver e Marshall Bell.

 

O enredo se passa no ano de 1959, na cidade de Castle Rock, Oregon, em torno de uma história narrada pelo escritor Gordie Lachance (Richard Dreyfuss), quando relata sua infância às páginas do computador no momento em que escreve sua biografia. Gordie, aos 13 anos de idade (Wil Wheaton), vive suas aventuras de infância com seus três amigos inseparáveis: Chris Chambers (River Phoenix), Teddy Duchamp (Corey Feldman) e Vern Tessio (Jerry O'Connell). Vern escuta dos rivais da sua turma que o corpo do garoto Ray Brower (desaparecido há alguns dias) estava nas proximidades da cidade. Os quatro amigos decidem então a irem sozinhos até o suposto local onde estaria o corpo do menino. Ao mesmo tempo em que a turma de seus rivais, liderados por Ace Merril (Kiefer Sutherland) também decidem encontrar o corpo. É neste ponto do filme que toda a trama se desenvolve, mostrando como a verdadeira amizade pode existir entre pessoas totalmente diferentes. O sonho dos quatro garotos de se tornarem heróis por descobrir onde o corpo da vítima se encontrava, é aliado às emoções e peripécias ocorridas durante os dias que passaram juntos caminhando pelas estradas da região. Acampando e andando sob as linhas do trem, descobrem o quanto são importantes uns para os outros.

 

Os meninos de Castle Rock, conseguem então encontrar o corpo de Ray Brower em meio à uma pequena floresta, juntamente com a turma de Ace Merril, e após desentendimentos e um tiro de revolver para os céus dado por Gordie, seus amigos Teddy, Chris e Vern decidem enterrar o corpo de Ray depois do pacto de amizade feito por eles. O prêmio que sonharam durante as aventuras vividas retratadas no longa-metragem foi esquecido, em memória ao garoto que ali morrera atropelado por um trem. Voltam para a cidade e se despedem ao som da narração de Gordie, contando o que aconteceu a cada um de seus amigos depois que cresceram e se separaram para sempre. A música Stand by Me de Sam Coke ajuda a despertar os mais estranhos sentimentos que podemos sentir ao imaginar que até as melhores amizades um dia se acabam. Gordie termina seu livro, e sai de sua mansão para brincar no jardim com seus filhos.

 

Um filme para se pensar na vida, um filme para lembrar dos bons momentos vividos na infância, uma história de meninos, uma história de amigos. Conta comigo faz pensarmos no que seremos no futuro e que caminhos seguir. Se pensaremos nos amigos como uma triste nostalgia ou se vamos lembrar da infância como uma época grandiosa que não apagará suas marcas em nossos corações. Uma obra grandiosa em um filme para quem ama a vida.

Escrito por Renato Holanda às 18h33
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18/09/2007


Retornar por dinheiro?

Nos últimos anos, muitos boatos se formaram em relação à possíveis retornos aos palcos de famosas bandas do mundo do rock. Boatos que se estenderam por meses, deixando os verdadeiros fãs ouriçados pelo que poderiam aguardar.

 

Alguns rumores até se confirmaram e bandas célebres como The Doors e Steppenwolf, tentaram trazer as raízes do rock para os anos 2000. As duas passaram pelo Brasil em 2004, porém ambas não conseguiram lembrar ao público de como se faz rock & roll. A tentativa de resgatar o calor dos fãs do rock dos anos 70, apenas valeu pela tentativa. Jim Morrison realmente faz falta ao Doors.

 

Algumas outras bandas usaram do artifício da mídia para chamar a atenção dos antigos fãs. O Metallica foi mestre nesse tipo de ´´armadilha´´. Processos contra fãs que baixaram suas músicas pelo extinto programa de downloads, o Napster, fizeram com que perdessem parte de sua credibilidade perante seus admiradores. Em 2003, o documentário Some Kind Of Monster conseguiu, de certa forma, acalorar a espectativa pelo décimo álbum na carreira do grupo (St. Anger).

 

Bons retornos brotaram do inesperado. O Black Sabbath, juntamente com seu vocalista menos conhecido aos olhos de leigos, Ronnie James Dio, retornaram aos palcos com o nome de Heaven and Hell (nome de um dos álbuns da banda como Black Sabbath). Tony Iommi e sua trupe preparam um novo disco que será gravado após o fim da atual turnê mundial. O Van Halen também proporcionou grande felicidade aos fãs após o recente retorno com seu principal vocalista, o cativante David Lee Roth. Roth que havia tocado com sua banda no festival Live ´N Louder, em São Paulo no ano passado, foi chamado para compor a banda que o lançou ao rock. Também compõe a banda o jovem Wolfang de apenas 16 anos, filho do guitarrista e líder da banda, Eddie.

 

Mas a grande expectativa é a volta do Led Zeppelin. Segundo informações de diversos sites especializados, Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e Jason Bonham (filho do falecido baterista John Bonham), tocarão em um show no dia 26 de novembro em Londres. Resta aos fãs esperarem pela sonhada e improvável turnê mundial. Sonhar não faz mal a ninguém, inclusive, precisamos sonhar para ver o Guns ´N Roses voltar a tocar com a classe que tinham no final dos anos 80. Long Live Rock & Roll.

Escrito por Renato Holanda às 21h18
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16/09/2007


O que sentir?

Dando seqüência ao primeiro texto publicado no blog, escrevo hoje com o intuito de compartilhar algumas sensações que vivencio há muitos anos e só agora pude perceber com os olhos que realmente vêem. Sensações que conseguiram me fazer pensar em como a música pode provocar desejos sem explicação alguma. Inicio o texto de hoje com o pensamento do guitarrista Frank Zappa: ´´É possível modificar a estrutura química humana com as combinações certas de freqüências. Se o ritmo certo faz você balançar o pé, que tipo de ritmo faz você dobrar o punho e bater?´´.

Por coincidência, tive uma aula sobre mensagens subliminares um dia após ter dedicado uma tarde pensando em como o Metallica ainda me despertava uma certa raiva por motivos desconhecidos. Algumas músicas compostas na década de 80, para os álbuns Ride the Lithgning (1984) e Master of Puppets (1986), têm um grande poder de trazer à realidade sentimentos que se escondem dentro das pessoas. É incrível como a humanidade consegue tão facilmente colocar para fora de si algum tipo de ódio existente na alma. Uma raiva involuntária cresce e domina a razão. James Hetfield consegue com suas letras, nos fazer pensar em como o mundo se destruirá com as guerras. ´´Death of mother earth/ Never a rebirth/ Evolution's end/ Never will it mend´´ (trecho da música Blackned do álbum And Justice for all, de 1988). O solo dobrado de Kirk Hammet na música Fade to Black parece tentar mostrar a existência de uma vida paralela para cada homem, porém, em um tom diferente.

Zappa tem razão em dizer que a música é um instrumento para doutrinação. Seguindo seu raciocínio, surge a questão sobre qual ritmo pode fazer alguém chorar, amar, rir ou brigar. A música está inteiramente ligada às sensações humanas. Ela cria uma separação entre a realidade das pessoas e um mundo imaginário onde os desejos se realizam. Letras apelativas como as do álbum United Abominations, do Megadeth, podem abrir os olhos de um indivíduo em relação às questões políticas, mas não consegue excluir a realidade de nossas vidas sequer por alguns segundos.

É extremamente difícil relacionar a música dos anos 2000 com essa tal separação da realidade com o mundo imaginário. A banda Pink Floyd, demonstrou a partir da década de 1960, uma grande brincadeira sonora que provoca sensações absurdas aos ouvidos das pessoas. O álbum The Dark Side of The Moon resume mais do que qualquer outra obra musical, em como a união de sons aparentemente perdidos dentro das músicas, podem chocar nossos sentidos uns aos outros. A percepção auditiva se confunde quando a música parece nos fazer senti-la pelo tato. Temos a impressão de ouvir cada som abrindo caminho dentro dos ouvidos como se ali existisse uma grande floresta virgem. As vibrações ultrapassam as barreiras mentais e chegam ao corpo. O rock progressivo foi marcado para sempre graças à dupla David Gilmour e Roger Waters, com suas composições diretas e precisas, que mexem com os nossos sentimentos de forma muito mais avassaladora do que bandas como o Yes e Jethro Tull.

A música consegue alcançar estas sensações nas pessoas, porém, todos precisam experimentá-las em momentos oportunos, já que cada gênero musical atinge uma sensação específica em cada indivíduo. O grande lance é ouvir algo que tenha ligação com os princípios de cada um. Tudo é possível quando se consegue entender as mensagens deixadas nas composições. Se uma música faz você balançar o pé ou bater em alguém, certamente ela pode guiar um sentimento de indignação das pessoas, ou até mesmo a vida espiritual. Basta apenas saber sentir.

Escrito por Renato Holanda às 03h02
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13/09/2007


Caramba, isso foi foda

Quando tomamos uma decisão, muitas vezes nos esquecemos de questionar o propósito da ação adotada. A vida precisa de um propósito, assim como os textos, a música, a arte ou até mesmo o suicídio. A insanidade do autor é que indica como sua criação poderá ser julgada, mas o propósito que inicialmente despertou o desejo da criação, nunca é questionado por quem o aplaude.

Escrevo aqui com o propósito de aliviar os pensamentos que dominam minha mente, pensamentos que matam o sono de pessoas como eu, que agonizam agora com a angustia do trabalho não reconhecido. Esse texto, exclusivo para o blog criado por mim, para a disciplina de Jornalismo Online e Novas Tecnologias, tem a função de inaugurar o espaço onde poderei ser julgado. Ser julgado não é o propósito dos meus textos, mas com certeza a avaliação existirá, assim como o povo julgou Jesus Cristo. Ou esse não é o propósito da avaliação?

Tentarei escrever apenas sobre música, mas será difícil conter a vontade de compartilhar minhas idéias sobre aquilo que mais me desperta sensações estranhas e complexas. A música me faz pensar na vida e nas atitudes que tomo, da mesma forma como o cinema e a literatura podem fazer. Já que para mim o propósito em apreciar a música gera o desejo de discutir sobre o mundo, escreverei aqui sobre qualquer merda que me vier a cabeça.

As vezes somos aplaudidos, as vezes nossa criação é colocada em questionamento, e só tomamos uma atitude quando o nosso rei é colocado em ´´check´´. Talvez isso faz com que as duvidas sejam tiradas, e o autor seja agraciado por sua obra. O reconhecimento pode vir de maneira estranha. Pode chegar à forma de uma vaia, despertando na platéia presente, uma puta raiva do caralho, ou a desconfiança pela legitimidade da autoria. Esta, talvez, pode ser a melhor forma de reconhecimento. Quando uma coisa está boa, ela desperta a dúvida, e isto é realmente foda.

Cabe a nós (preguiçosos) reverter o quadro. O fato de não haver experiência em publicações ou apresentações em palco para um artista, não quer dizer que ele está mentindo quando expõe um trabalho feito com amor. Jimi Hendrix conquistou o mundo ainda muito jovem e morreu aos 27 anos de idade, e até hoje é lembrado como o maior guitarrista da história. Experiência conta sim, pra caralho, mas a vontade de realizar os sonhos prevalece, mesmo sem nunca ter feito nada.

Renato Holanda

Escrito por Renato Holanda às 01h31
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